quarta-feira, 27 de maio de 2009
Antíntese do Supra-sumo 1ª parte
Agora imagine um empresário bem sucedido nos seus quarenta, ele tem problemas estomacais relacionados ao "stress", ele anda com seu terno "Armani" de vinte mil dólares, seus sapatos são "Brooksfield" de couro de carneiro, odores de colónia francesa, whisky e carro novo seguem essa figura destinada a morrer com seus oitenta anos de idade em sua fazenda de trinta mil hectares, rodeado de parentes e amigos. Um canteiro nobre no jardim da esperança o aguarda.
Continuamos a imaginar; mas agora uma bela mulher, ela sempre teve tudo o que queria, a vida era fácil para ela, os homens à desejavam e as mulheres à invejavam. Ela casou-se cedo com um velho empresário estrangeiro, viveu com luxos e mordomias teve os melhores carros, os melhores amantes, as melhores roupas, casas e refeições. Até que veio a velhice e ela descobriu que a beleza não dura para sempre, mesmo com a ajuda da medicina estética tudo aquilo viria abaixo com a ação do tempo, jóias duram para sempre a beleza e o amor não.
Pense naquela menina desleixada, feia que doer, nada caia dos céus ela sempre teve que batalhar para conseguir o que queria, a vida era difícil para ela, os homens à desprezavam e as mulheres se sentiam melhores perto dela. Ela nunca se casou e descobriu com o tempo que não mais se sentia atraída por homens, e sim por mulheres. Ela lutou e conseguiu conquistar uma bela namorada, um carro popular, um apartamento de dois quartos e nos finais de semana conseguia levar a namorada para um restaurante fino e ainda bancava o cinema. Até que veio a velhice e ela descobriu que não fazia muita diferença, ela nunca cuidou demais da aparência, nunca se importou com jóias e enfeites, e sim com seu amor por sua parceira e seu filho adotado.
"Life is a bitch and then you die"
domingo, 17 de maio de 2009
Quando o acido é meu...
O mundo derrete de forma desigual, sem cor, sem raça, sem graça, sem vergonha, sem desculpas e ameaças. Os tijolos são almas com armas, concreto armado para pintar os portões perolados.
Coração dourado com pedras brilhantes, as mais belas deusas nas mãos de um infante.
Julgo, justissimo nefasto, Fausto negando um desastre, falsário enganando o próprio Diabo.
Mastiga minha mão seu filho do cão, comenta as verdades por de trás das maldades das palavras cuspidas sem virgula, engula gula por nós dois que chega a um terceiro e opina!
Justiça esquecida, é merecida cobiça, guiar crianças ao paraíso é trabalho de monstros, mentiras de um Deus cruel pra sacanear sua vida.
Criatura profunda dos medos coletivos, aflora e não te nega, me diga quantos pensadores já viram sua ira... O invisível, o vazio, o medo amarelo como o ar que respiro.
Me faça sorrir e chorar os momentos que essa casca grosseira me faz imaginar perfeito.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
The Broken Fart
it's smells like ass
it's smells like gas
Beans, chilli, corn, porky meat and alcohol
Rice, cheese'n peas, human meat and steroids for all
make this sound and let it out
So loud, that loud, that is so loud
it makes me proud when i am not around
The broken fart inside your self
makes you stink like i'm in hell
you could at least respect our bed
this time i'm done
you're not dumb
Ninja, wild, frap like granny, meat loaf and the premium candy
The broken fart inside your self
makes me feel like a dicht
and i'm only in couse you're rich
don't feel undead
you're alive, is just your guts not working right
Depois da festa que venham os vizinhos
-Oi, eu gostaria de falar com o dono ou a dona da casa.
-Eu também, quer dizer, ela não se encontra.
-Olha é sobre ontem a noite, é importante que ela saiba que nós passamos a noite em claro por causa da festa.
A vizinha é uma mulher franzina e feia, ela vem reclamar com aquele ar de indignação e despeito, eles se mudaram pra cá assim que a casa terminou de ser construída e sério mesmo eu não compraria um terreno em área nobre e construiria um mega casão pra morar com essa baranga, mas gosto é gosto e a ranzinza vizinha insistia em falar com a dona da casa:
-Olha ela não se encontra mesmo, mas fale comigo talvez eu possa resolver o seu problema.
-É que essa não é a primeira vez que isso acontece, e eu gostaria de uma posição da dona da casa, nós nos mudamos pra cá esperando ter um pouco de paz e tranquilidade nas noites de sábado, mas é justamente isso que não acontece.
-Seguinte minha cara, pelo menos três vezes ao ano esse tipo de festa vai acontecer, nós geralmente não reclamamos do barulho dos outros e sabe porque? Por que o incomodo de incomodar o vizinho em uma ocasião festiva é incomodo para nós. Eu morei aqui por durante seis anos e durante esses seis anos, essa casa esteve em reforma três vezes, no inicio eu esperneava, ameaçava os trabalhadores e até saia de casa por semanas, dormindo na casa dos amigos por causa do barulho infernal dos martelos, britadeiras e serrótes, você sabe o que eu fiz?
-Não faço ideia...
-Comprei tapa ouvidos de cera e a partir dai nunca mais tive problemas com barulho.
A mulher franziu o cenho achando que era uma piada, deu um passo a frente e disse:
-Você esta brincando comigo, eu não quero comprar tapa ouvidos de cera, eu quero é que quando passar do horário da lei do silêncio, vocês parem de fazer barulho.
-Impossível, você já tentou controlar uma multidão de bêbados? Pois é, bêbados não são silenciosos, e eu quero ver você convencer alguém da casa a não fazer festas aqui.
-Mas existem casas de festas, boates, bares e restaurantes.
-Mas também existem contas exorbitantes, mal atendimento e lugares aonde a imundice impera. Tenha em mente que quando vocês fizerem uma festa que passe das vinte duas horas nós não iremos reclamar, bom final de tarde para você e passar bem.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Safadinho...
-E ae de qual é, tem merda no meu rosto?
-Ai, seu mal educado...
-Das duas uma, ou você gostou ou odiou, qual dos dois foi?
-Nenhum dos dois, seu metido.
-Então tá tudo bem, é só você parar de me olhar com essa cara de peixe morto, tá me assustando com esses olhos azuis de filme de suspense, me fitando como se eu fosse um leproso.
-...
Ela olha pro lado olha pro outro volta a me secar e diz:
-A verdade é que eu gostei de você mesmo e dai.
-Tudo bem eu já me acostumei com seu olhar, agora me diz um negocio você vai continuar me olhando ou vai fazer alguma coisa.
-Aaa, seu safadinho...
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Sonhos de um pervertido
Meu prazer é sua agonia, lambendo a ferida até infeccionar, suando o sal mais saboroso de todos, temperado com os fluidos sublimes da criação.
Seus olhos se reviram nas orbitas, a gastura da carne ralada, do ranger dos dentes, do arranhar das unhas no quadro negro, tão negro quanto o futuro de nossos descendentes. Me diga que andas de quatro maldito gado embotado de culpa, veste tua pele com o couro dos predadores mas não passa de gado no fim das contas.
Serve a um propósito não esclarecido sem deixar de morder os lábios ou estourar uma espinha, segue a escola dos libertários fajutos e faz sexo anal sem proteção. Come o coração podre da ovelha branca de extrema direita, se auto mutilando ao arrancar nacos de pele morta com pedaços de carne viva.
Montamos um frigorífico para esquartejar carneiros, cabras e novilhos, o gosto do sangue do açougueiro, as tripas dos animais e a vida dos ruminantes. Os porcos morrem como morrem os homens, guinchando por suas vidas de comilança e sexo com porcas, até que as ultimas gotas de vitae derramado nos prove que não passamos de porcos símios desesperados com a certeza do abate.
Um beijo forte com os lábios cortados, a língua sente o gosto do ferro e engasga com a hemorragia se afogando no próprio sangue escuro e emplastado que apodrecia em minhas veias.
O álcool me faz lembrar que a tristeza é para os momentos de sobriedade, me deixa de fogo enquanto o peito congela ao ver que seus olhos foram arrancados com garfos para salada. Um Martini com pus, um Gin com cascas de ferida, um uísque com gelo de sangue aidético e uma cerveja de urina de gato.
Minha querida comeu muita carne crua, ela quer vomitar em sua privada para depois embrulhar e comer
No
Minhas asas de abutre pegam fogo, meu churrasco improvisado leva minhas coxas magras, e meu coração amargo, meu cérebro esta recheado com fezes e meus dedos estão vertendo veneno crotalico, hemotoxico e neurotoxico.
Minha querida sentia nojo no inicio, mas ela acabou se acostumando, nós moramos em um lugar quente e sem ventilação, nos refrescamos no plasma coagulado de nossos próprios filhos e matamos a sede tambem. Temos desejos contidos de fuder com outros casais, mas nunca tivemos coragem, eu sou o rei das meias verdades e essa é rainha dos filhos perdidos da calamidade.
Meus desejos foram negados, minha rebeldia é sem causa, meu coração é sábio negro, não vivo nem morro, me casei e me cansei, você e bem vindo em meus sonhos pervertidos, não repare na bagunça por aqui é difícil de organizar as coisas, com o tempo você ira se acostumar.
Me passe o molho estou a temperar minhas costelas, você vai adorar, o sabor é inconfundível e toda vez que eu arranco um pedaço nasce outro, então não se acanhe pegue um lugar sente-se e "bon apetit" meu caro prisioneiro.